sábado, 15 de maio de 2010

TRIKOSMOS


(1056 páginas, Editorial Agartha, AP, 2008, R$ 120,00)
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Trikosmos é título que fala de forma evidente sobre o “triplo cosmos”, alusivo a Macrocosmo, Mesocosmo e Microcosmo. Tal coisa invoca de imediato Hermes Trismegisto, que afirma ser o superior (tratado na Astrologia) semelhante ao inferior (tratado na Alquimia) e vice-versa, embora a frase oculte o cosmo intermédio (coletivo, social, racial, planetário, geográfico, etc.), necessário para configurar a “tríplice sabedoria” que significa o nome “Trismegisto”, de acordo com o caráter triplo da função alquímica de Hermes ou de Mercúrio, isto é, a Mente. Certamente a questão está presente em outras passagens dos milhares de livros atribuídos a este Ser que, na visão de alguns nomeia antes uma “escola” do que um personagem real (sendo, porém, ambas as coisas a nosso ver), representando nisto uma síntese da Sabedoria árya. Diz-se que Hermes é “três vezes grande” por abarcar, através de sua vasta sapiência, a Ciência da Totalidade.
Trata-se então esta obra de uma interpretação e mesmo uma “restauração (ou “recapitulação”) dos Mistérios Antigos”, tendo em vista a anunciada “reabertura das Escolas de Iniciação” -mas também como base para uma sólida Renovação da face dos Mistérios Eternos para o início da Nova Era, onde a tradicional idéia de “triplo cosmos” segue um Plano tradicional de revelações raciais, iniciando com o Macrocosmo relacionado à uma Teosofia, isto é, a natural associação entre a divindade com as grandezas universais e a própria Criação cósmica. Logo temos a imagem do Mesocosmo associada aos trabalhos coletivos das grandes religiões universais, a figura do Cristo como intermediário cósmico e salvador, a criação das civilizações e da ordem social. E por fim teremos o Microcosmo como organização da entidade humana individual em evolução consciente, na busca do auto-conhecimento pela resolução de seus dilemas existenciais, e também aberta para a sua evolução futura.

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