sábado, 15 de maio de 2010

Símbolos, Mitos & Dogmas do Budismo


(254 páginas, Editorial Agartha, AP, 2009, R$ 36,00)
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A função básica ao budismo é o desenvolvimento da consciência da humanidade, o que vale dizer que atua diretamente sobre a sua alma global. O próprio termo advém de buddhi, que alude à esfera da alma e também da mente superior, que já se relaciona à alma, tangendo sempre a idéia da iluminação, seja em termos de esclarecimento como de sublimação dos sentidos e sua eventual glorificação superior.
Devido a tal abrangência de perspectivas, o budismo se encontra inserido no quadro das religiões superiores com suas perspectivas redencionistas, alcançando ultrapassá-las na verdade, ao conferir, conforme já o vimos, a mais ampla e perfeita doutrina intelectual para todo um amplo ciclo de evolução mundial.
Por ter tanto em comum com as religiões, um corpo dogmático é elaborado em seu apoio, assim como um verdadeiro panteão mitológico é levantado para a sua ilustração e descrição genealógica.
A presente obra pretende analisar alguns dos vários mitos tradicionais no budismo histórico e simbólico, os quais não raro se confundem com elementos de tradições paralelas em alguma medida; assim como o oposto também ocorre com certeza, devido ao papel central que apresenta o budismo enquanto referência perene para todas as restantes dispensações espirituais e religiosas.
Devido a tal intercâmbio, não nos furtaremos em aludir às diversas tradições existentes no mundo, mesmo porque muitas se encontram de alguma forma associadas ao próprio budismo histórico e simbólico, seja de forma direta ou indireta. De fato, o intercâmbio de culturas representa uma das formas mais férteis ao alcance da humanidade, no sentido de elucidar o conjunto de elementos contidos nas representações simbólicas de todas e de cada uma das tradições religiosas do mundo.

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